INTRODUÇÃO

Santo António Maria Claret, fundador dos Missionários Claretianos (Missionários do Coração de Maria), dedicou-se afincadamente aos problemas da educação. Todos os seus escritos e as instituições por ele criadas ou dirigidas, são testemunho do seu vanguardismo neste campo. 

Os Missionários Claretianos, dedicados à educação, sentem a necessidade, nos tempos actuais, de repensar e actualizar os objectivos básicos do seu apostolado. Querendo, pois, oferecer um serviço à Comunidade, elaboraram o seu Ideário inspirados nos direitos do homem, na doutrina da Igreja e na tradição da Congregação. 

Longe de ser algo de definitivo, o Ideário é qualquer coisa de vivo e em contínuo processo de crescimento e de adaptação ao momento que passa. Pressupõe um projecto educativo próprio de cada escola, em cuja elaboração devem participar os diversos sectores da Comunidade Educativa. 

O COLÉGIO INTERNATO DOS CARVALHOS, orientado pela Congregação dos Missionários Claretianos, assume como seu este Ideário e propõe a todos os membros da Comunidade Educativa o Projecto Educativo. 

O pluralismo da nossa sociedade permite que as pessoas e as instituições se autodefinam e manifestem claramente os traços da sua própria identidade. 

A diversidade existente entre as múltiplas concepções do homem, da vida,  do mundo e da própria sociedade conduz também a uma  grande quantidade de propostas educativas  que constituem o conjunto das escolas do nosso País. 

Entre as liberdades reconhecidas pela Constituição e pela legislação portuguesa, esta diversidade de propostas educativas é o garante tanto da coerência como da continuidade. Por isso é necessário que fique bem definido o que as leis prescrevem ao concretizarem e regulamentarem os direitos e as liberdades fundamentais. 

Concretamente, a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/86, de 14 de Outubro), a Lei nº 9, de 19 de Março, o Decreto-Lei nº 553/80, de 21 de Novembro e o Decreto-Lei nº 43/89, de 3 de Fevereiro, estabelecem que as escolas têm o direito e o dever de definir o seu Projecto Educativo, isto é, de estabelecer o tipo de educação que querem oferecer à sociedade. 

De acordo com estes princípios, o Colégio Internato dos Carvalhos decidiu apresentar publicamente o modelo educativo que oferece. A Instituição Titular, Província Portuguesa da Congregação dos Missionários do Coração de Maria (Claretianos), com a equipa de professores, o pessoal colaborador e as famílias, em suma, toda a Comunidade Educativa, querem apresentar à Sociedade e aos poderes públicos as linhas fundamentais do seu Projecto Educativo. 

À partida pretende-se deixar bem claro que se trata de uma proposta, que se revê na doutrina da Igreja Católica, e que, por isso, oferece um serviço àquelas famílias do nosso País que desejam uma educação cristã para os seus filhos. Trata-se, pois, de uma opção educativa claramente definida e ao mesmo tempo respeitadora de todas as outras opções. 

Os membros desta Comunidade Educativa estão cada vez mais conscientes da importância que tem o facto de nos termos decidido a participar na acção educativa de um centro da Igreja, e assumem essa responsabilidade. 

Ao mesmo tempo, queremos também tornar público o nosso compromisso de serviço à Sociedade e à Igreja através de uma escola cristã e claretiana fundada na cultura do nosso tempo e inserida na realidade social do nosso País. 

O conteúdo  deste documento está dividido em duas partes: 

PRIMEIRA PARTE 

O Ideário dos Colégios Claretianos assenta sobre coordenadas dentro das quais todos os intervenientes - alunos, professores, colaboradores não docentes, pais e Direcção - devem desenvolver a sua actividade educativa. 

SEGUNDA PARTE 

O Projecto Educativo do Colégio, que estabelece o tipo de educação que o Colégio oferece a todos os que procuram esta instituição, está dividido nos seguintes capítulos: 

Em suma, o conteúdo deste documento pretende dar resposta a três perguntas diferentes mas intimamente interligadas: Qual é a identidade do Colégio Internato dos Carvalhos como uma instituição educativa? Que tipo de educação oferece? Como se organiza para prestar este serviço público à Sociedade? Isto é: O que é, o que oferece e como o faz?  


INDICE 

PRIMEIRA PARTE – O IDEÁRIO DOS COLÉGIOS CLARETIANOS

 

 

 

 

SEGUNDA PARTE – PROJECTO EDUCATIVO DO COL. INT. DOS CARVALHOS 

 

 

Capítulo I -  As Escolas Numa Sociedade Democrática

 

 

 

 

 

 

1. O direito à educação e a liberdade de ensinar

 

 

 

 

 

 

 

2. O exercício do direito de toda a pessoa à educação

 

 

 

 

 

 

3. A escola é a resposta fundamental da sociedade ao direito de educação

 

 

 

4. Na nossa sociedade há diversos tipos de escolas

 

 

 

 

 

 

Capítulo II - Identidade das Escolas Cristãs

 

 

 

 

 

 

 

 

5. As escolas da Igreja

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6. Uma educação integradora da personalidade

 

 

 

 

 

 

 

7. Uma educação social e comprometida com a construção do mundo

 

 

 

 

8. Professamos um profundo respeito pela pessoa

 

 

 

 

 

 

9. Ensinamos a Religião Católica

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10. Propomos uma síntese entre fé, cultura e vida

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo III - Identidade das Escolas Claretianas

 

 

 

 

 

 

 

11. A escola claretiana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12. Uma educação ao serviço do homem

 

 

 

 

 

 

 

 

13. Uma educação ética e aberta ao transcendente

 

 

 

 

 

 

14. Pomos o acento em alguns valores na perspectiva do Evangelho

 

 

 

 

15. Educamos na liberdade e para a liberdade

 

 

 

 

 

 

 

16. Educamos para a justiça e a solidariedade

 

 

 

 

 

 

 

17. Educamos para a convivência e para a paz

 

 

 

 

 

 

 

Capítulo IV - O Estilo do Colégio Internato dos Carvalhos

 

 

 

 

 

 

18. O Colégio Internato dos Carvalhos é uma comunidade educativa

 

 

 

 

19. A Entidade Titular garante o serviço educativo da escola

 

 

 

 

 

20. O aluno é o centro da comunidade educativa

 

 

 

 

 

 

 

21. Os professores são os principais educadores dos alunos no Colégio

 

 

 

22. O pessoal administrativo e de serviços presta uma valiosa colaboração

 

 

 

23. Os pais participam activamente na vida do Colégio

 

 

 

 

 

 

24. A relação entre a família e o Colégio enriquece a comunidade educativa

 

 

 

25. Orientamos os alunos no seu trabalho educativo

 

 

 

 

 

 

26. Promovemos a descoberta de valores e a formação de atitudes

 

 

 

 

27. Adoptamos uma metodologia didáctica aberta e flexível

 

 

 

 

 

28. Damos atenção ao âmbito cognoscitivo e fomentamos o desenvolvimento intelectual

 

29. Apoiamos a educação através do movimento

 

 

 

 

 

30. Colaboramos na actividade dos alunos e promovemos a prática das suas destrezas  e habilidades 

31. Projectamos a educação para além da aula e do horário lectivo
32. Pomos os avanços tecnológicos ao serviço da educação
33. Temos o nosso processo de autoavaliação

 

Capítulo V - O Modelo Organizativo do Colégio Internato dos Carvalhos

 

 

 

34. A nossa escola presta um serviço de interesse público

 

 

 

 

 

35. A nossa escola insere-se no contexto da Região Norte e está ao serviço do País

 

36. A participação está em função da comunidade educativa

 

 

 

 

 

37. Os critérios que inspiram a participação

 

 

 

 

 

 

 

38. Uma gestão com base na corresponsabilidade

 

 

 

 

 

 

39. Os órgãos de governo e de gestão da escola

 

 

 

 

 

 

Capítulo VI - Formação Científica, Tecnológica e Profissional

 

 

 

 

 

40. Uma escola especializada em formação científica, tecnológica e profissional

 

 

41. Perfis de formação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

42. Avaliação, progressão no curso, níveis de qualificação e diplomas

 

 

 

 

43. Articulação com o ensino superior e integração na vida activa

 

 

 

 

Conclusão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


BIBLIOGRAFIA

Os documentos consultados  para a elaboração deste Projecto Educativo foram os seguintes: 

Declaração dos direitos do homem (1949). 

Declaração sobre a educação cristã (Roma, 1965). 

Gravissimum educationis, documento do Concílio Vaticano II (Roma, 1965). 

Pacto internacional relativo aos direitos económicos, sociais e culturais (1966). 

Nota pastoral sobre a liberdade de ensino, documento da Conferência Episcopal Portuguesa (Lisboa, 1972). 

Evangelii  nuntiandi,  exortação apostólica de Paulo VI (Roma, 1975). 

Nota pastoral sobre o ensino livre, documento da Conferência Episcopal Portuguesa (Lisboa, 1975). 

L’escola cristiana que volem, document presentat pels Bisbes de la Conferència Episcopal Tarraconense (Barcelona, 1976). 

A escola católica, documento da Sagrada Congregação para a Educação Católica (Roma, 1977). 

Orientações pastorais sobre a escola católica, documento da Conferência Episcopal Portuguesa (Lisboa, 1978). 

Orientacions pastorals sobre l’ensenyament religiós escolar , document de la Comissió Episcopal d’Ensenyament i Catequesi (Madrid, 1979). 

Una escola per a avui i aquí,  document presentat pels Bisbes de la Conferencia Episcopal Tarraconense (Barcelona, 1979). 

Lei Nº 9/79 (Lisboa, 1979). 

L’opció pastoral de les escoles cristianes, carta pastoral del Cardenal Jubany (Barcelona, 1980). 

Estatuto do ensino particular e cooperativo, Decreto-Lei nº 553/80 (Lisboa, 1980). 

O educador crente (O leigo católico, testemunha da  fé na escola), documento da Sagrada Congregação para a Educação Católica (Roma, 1982). 

Una escola coherent i compromesa, document conclusiu del II Congrés de l’Escola Cristiana de Catalunya (Barcelona, 1982). 

Nota de la conferència episcopal tarraconense sobre la classe de Religió (Barcelona, 1983). 

Resolução do parlamento europeu sobre a liberdade de ensino (1984).  

Exigències que caracteritzen un crente escolar com a catòlic,  document de la XLI Assemblea Plenària de la Conferència Episcopal Espanyola (Madrid, 1984). 

Comunitat educativa i participació, document de treball preparat pel Secretariat de l’Escola Cristiana (Barceloona, 1984). 

La nostra proposta educativa, document conclusiu del III Congrés de l’Escola Cristiana de Catalunya (Barcelona, 1984). 

Lei de bases do sistema educativo português (Lisboa, 1986). 

Esclarecimento sobre o ensino da religião e moral católica, documento da Conferência Episcopal Portuguesa (Lisboa, 1987). 

Caràcter propi dels col.legis claretians de catalunya (Barcelona, 1987). 

O projecto educativo, Decreto-Lei nº 43/89 (Lisboa, 1989). 

O projecto educativo, Angelina Carvalho & Fernando Diogo (Porto, 1994). 

A pastoral escolar da igreja, documento da Conferência Episcopal Portuguesa (Lisboa, 1996). 

Constituição da República Portuguesa (Lisboa, 1997).