A onze de novembro de 2025, o CIC deu início a um ciclo de formação por áreas de estudo sobre a Ética com a realização das 2.as Jornadas de Ciências e Tecnologias, seguiram-se, já em 2026, as de Ciências e Saúde, as de Ciências Sociais e Humanas e as de Ciências Económicas, ciclo esse que terminou no dia 21 de abril com a realização das 2.as Jornadas de Artes Gráficas, desta vez na Biblioteca escolar Dr. Nélson Padrão do CIC e destinadas aos alunos do 10.º, 11.º e 12.º anos da área de Artes Gráficas e que contaram, uma vez mais, com a preciosa colaboração de algumas Entidades Parceiras do CIC, a saber: Eigal - Indústria Gráfica, Agência Bydas, Print & Cut e da artista plástica Mariana Rocha.
O Diretor Pedagógico, após as boas-vindas a todos, bem assim como os agradecimentos aos parceiros presentes, referiu que este ciclo de Jornadas que o CIC tem promovido são momentos formativos diferenciados, ou seja, são momentos que vão permitir a aquisição de novas competências aos alunos num contexto diferente do da sala de aula, destacando a importância da formação ao longo da vida, bem assim como a importância do tema da Ética no presente e no futuro, não só no contexto ambiental, mas também socioeconómico.
A 1.ª conferência, a cargo do Dr. Rui Ferreira, ex-docente do CIC, centrou-se na questão da ética a nível profissional e na forma como este lidava com estas questões. Neste sentido, defendeu que a Ética era fundamental para a construção de um bom ambiente de trabalho e para o sucesso pessoal e empresarial.
Na 2.ª conferência, sob a responsabilidade da Inez Borges, da Agência Bydas, a palestrante interagiu de forma pedagógica com os alunos, já que, através de vários exemplos práticos, questionou-os sobre a veracidade de algumas imagens. Paralelamente, destacou as vantagens da IA, no seu contexto profissional. Esta ajuda a cumprir prazos e a diminuir os tempos de concretização das tarefas. Assim, permite o aumento da produtividade, a análise rápida de dados e tem uma disponibilidade contínua. Em relação a exemplos práticos, retratou uma campanha de “sapatos”, através da criação de vídeos com IA com base em descrições e estilos e imagens de referência. Apresentou a ferramenta “Free pikes” que permite criar imagens a partir de “prompts” (descrições em texto) e referências visuais. É possível combinar várias imagens, definir estilos e gerar novos conteúdos com base nas instruções pedidas.
Após a 2.ª conferência, o momento foi de confraternização e convívio, tempo de intervalo para um “coffee break”.
Depois do intervalo, retomaram-se os trabalhos com a realização da 3.ª conferência, agora a cargo da “Designer” Joana Costa, da Print & Cut, e “ex-sempre aluna do CIC”, visto que, durante a sua apresentação, referiu um pouco do seu percurso no Colégio. A sua intervenção trouxe aos alunos vários exemplos práticos e desafios que lhe são colocados atualmente e no seu passado. Os discentes puderam, também, ver projetos desenvolvidos pela Joana, enquanto, de uma forma natural, ia expondo as dificuldades que cada um deles lhe tinha trazido. A nível técnico e profissional, referiu que era importante cumprir prazos e que, muitas, vezes, era necessário ajudar o cliente a concretizar os seus pedidos. Também falou da evolução do “Design”, nomeadamente a nível de ferramentas tecnológicas e da rapidez no acesso à informação. Como é lógico, no contacto com os clientes, valorizou o sigilo profissional como algo essencial para o sucesso da empresa.
Por fim, a última conferência esteve a cargo da Mariana Maia Rocha, que, também, é uma ex-aluna do CIC. Através de uma apresentação gráfica, demonstrou todo o seu conhecimento sobre diferentes técnicas artísticas e na forma como podemos observar a arte. Alertou os alunos para os desafios que lhes são colocados diariamente, defendendo que o espírito crítico é essencial para um mundo mais humano e consciente. Ao mesmo tempo, e citando Gonçalo M. Tavares, defendeu que “todo o investigador investiga porque está perdido, e será sensato não ter a ilusão de que deixará de o estar”, isto é, mostrou aos alunos que são essenciais a reflexão e a autocrítica para a construção do processo profissional.
Num derradeiro momento, houve tempo para que alguns alunos colocassem questões aos palestrantes. Foi, sem dúvida, um momento de uma salutar discussão que versou a temática da Ética. Assim, os discentes puderam esclarecer algumas das suas dúvidas.
Como Escola Católica e Claretiana, este ciclo de jornadas de formação revelou-se um contributo de única importância na formação de cidadãos conscientes e responsáveis, promovendo um “alinhamento” com os valores cristãos do respeito para com a Criação, bem assim como ajudou os discentes a prepararem-se para enfrentarem os desafios futuros a nível profissional e académico.
Ao refletirmos sobre a Ética ao longo do presente ano letivo, cumprimos a nossa missão de educar de forma integral, promovendo o Bem Comum e o respeito pela Vida Humana e pela sua Dignidade.
CIC