Em Memória das Vítimas do Holocausto: Ler, Ver e Não Esquecer!

A Professora Bibliotecária
Paula Oliveira
27/01/2026

O dia 27 de janeiro é assinalado, em todo o mundo, como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, data instituída pela Resolução 60/7 da Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovada a 1 de novembro de 2005. Esta data corresponde à libertação, em 1945, do complexo de campos de concentração e extermínio de Auschwitz Birkenau, um dos símbolos mais marcantes da violência nazi.

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O Holocausto (“Shoah”, em hebraico) foi o genocídio sistemático levado a cabo pelo regime nazi e pelos seus colaboradores, que resultou no assassinato de cerca de seis milhões de judeus europeus — aproximadamente um terço do povo judeu —, bem como de milhões de outras vítimas, incluindo ciganos, pessoas com deficiência, prisioneiros de guerra soviéticos, opositores políticos, homossexuais e testemunhas de Jeová. Tratou se de um dos maiores crimes contra a humanidade de que há memória, planeado e executado pelo Estado, apoiado por uma máquina burocrática e militar que transformou a perseguição, a discriminação e a desumanização em política oficial.


Ao instituir este Dia Internacional, a ONU apelou a todos os Estados para honrarem a memória das vítimas, desenvolverem programas educativos sobre a sua história e rejeitarem sem reservas qualquer forma de negação ou distorção destes acontecimentos. A resolução defende, igualmente, a preservação dos locais históricos — campos de concentração e extermínio, prisões e outros espaços de detenção — e condena todas as formas de intolerância religiosa, incitamento ao ódio, assédio ou violência com base na origem étnica ou na crença religiosa.


Esta memória é particularmente importante e atual num mundo em que continuam a registar se discursos de ódio, ataques a minorias religiosas e étnicas, guerras, atentados terroristas e graves violações dos direitos humanos em diferentes regiões do globo. Recordar o Holocausto ajuda nos a reconhecer os sinais de alerta — a desumanização do “outro”, a propaganda, a indiferença e a banalização da violência — e a reforçar o compromisso com a paz, a dignidade humana e o respeito pela diversidade.


A educação sobre o Holocausto tem como propósito central recordar as vítimas, mas também compreender os mecanismos que levaram ao genocídio: a propaganda antissemita, as leis discriminatórias, a indiferença de muitos, o papel dos colaboradores e, por contraste, o exemplo dos que resistiram e ajudaram os perseguidos.


Ao trabalharmos estes temas em contexto escolar, promovemos uma cultura de respeito pelos direitos humanos, de valorização da diversidade e de tolerância, contribuindo para prevenir discursos de ódio e novas formas de violência coletiva.


A biblioteca do Colégio Internato dos Carvalhos associa se a esta evocação através da divulgação de livros e filmes que ajudam alunos, professores e restante comunidade educativa a conhecer melhor esta tragédia histórica. A leitura de testemunhos, romances históricos e obras de não ficção, bem como a visualização de documentários e filmes cuidadosamente selecionados, permite aproximar nos das histórias individuais por detrás dos números, desenvolvendo empatia, pensamento crítico e uma memória ativa que recuse o esquecimento.


Eis algumas sugestões de leitura:

 

  • O Diário de Anne Frank;

  • É Isto um Homem? — Primo Levi;

  • Auschwitz, Cidade Tranquila — Primo Levi;

  • As Irmãs de Auschwitz;

  • Ensinar o Holocausto no Século XXI;

  • Os Rapazes que Desafiaram Hitler;

  • Aristides de Sousa Mendes — Memórias de um Neto — António Moncada S. Mendes.


Eis também sugestões de filmes:

 

  • The Holocaust;

  • I’m Still Here;

  • A Lista de Schindler;

  • O Pianista;

  • O rapaz do Pijama às riscas.

 

A professora Bibliotecária
Paula Oliveira

 

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