No âmbito da proposta de trabalho “A Cultura do Espaço Virtual”, os estudantes apresentaram “performances”, “happenings”, “body art”, experiências de “land art” em miniatura, pequenas instalações e recriações em linguagem pop, explorando a relação entre arte e vida quotidiana. Sem recurso a apresentações em formato digital como diapositivos, os estudantes exploraram diferentes linguagens para articular teoria e prática. Alguns criaram pequenos vídeos performativos que simulavam “happenings” contemporâneos, convocando o espectador a reagir às imagens; outros desenvolveram exercícios de “body art”, usando o próprio corpo como suporte simbólico para questionar a exposição da identidade no espaço virtual; houve ainda quem construísse mini instalações com objetos do quotidiano, relacionando as com a cultura de consumo e com a lógica da “pop art”. A música teve também lugar central em algumas apresentações ao vivo, transformando temporariamente a sala num espaço performativo.


Através destes trabalhos individuais, os alunos revelaram não apenas domínio dos conteúdos programáticos, mas sobretudo a capacidade de pensar criticamente o seu próprio tempo, confirmando que, na escola de hoje, aprender História da Cultura e das Artes é também aprender a intervir no mundo.

 

A professora de História da Cultura e das Artes
Paula Oliveira