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VOLUME I
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Volume XIII, Nº 1
Maio de 2009 |
EDITORIAL
João de Freitas Ferreira
O nosso desejo seria publicar mais números temáticos, mas o homem põe e Deus dispõe. Conseguimos, no entanto, seleccionar um grupo de artigos que, sendo uns de índole empírica e outros mais teóricos de revisão bibliográfica, acabam por obedecer a uma linha comum, i.é, na maior parte dos casos, têm aplicações psicopedagógicas. Outro assunto, nem sempre pacífico, é a ordem dos artigos. Mas, quem tem o ónus de decidir, tem que arriscar. Vencido este escolho, dispusemos os artigos em três grupos, de acordo com a afinidade das áreas científicas abordadas.
1. O primeiro grupo é constituído por três artigos de índole empírica que abordam o tema comum da adaptação ou avaliação de escalas. O primeiro artigo, assinado por Hélder Fernandes e Félix Neto, trata da solidão social e emocional. Os seus autores partem da escala de avaliação psicométrica de DiTomaso, Brannen e Best (2004), adaptam-na à realidade portuguesa e concluem que ela tem qualidades psicométricas úteis para a investigação. O segundo artigo, da autoria de Paula Costa Ferreira e outros, aborda as propriedades psicométricas de um questionário para a avaliação da aprendizagem pelos alunos em ambientes tecnologicamente enriquecidos. Os autores pretendem averiguar se os recursos tecnológicos são importantes para a aprendizagem. Analisados os resultados, os seus autores consideram-nos positivos, mas “sugerem novas reflexões para o desenvolvimento do questionário”. O terceiro artigo, de Claudette Vendramini, avalia as propriedades psicométricas da “Escala brasileira de Atitudes em relação à Estatística”, vista em si mesma e em relação a outras escalas. Para a autora do trabalho, os resultados são animadores, mas reconhece a necessidade de outra escala que “contemple diferentes dimensões subjacentes a esse construto e (seja) adequada à realidade brasileira”.
2. O segundo grupo é constituído, por dois artigos, também de índole empírica, mas sobre a nova realidade brasileira: a vida familiar e profissional, e a violência na perspectiva de “adolescentes em situação de rua”.
Nos últimos decénios, a organização familiar do Brasil sofreu profundasmudanças “decorrentes das modificações económicas, sociais e culturais”.
Agora a comunidade científica preocupa-se com o estudo dessas mudanças drásticas e busca soluções. O primeiro artigo, da autoria de Cláudia Maria Simões Martinez e outros, estuda a percepção que os pais têm sobre as necessidades dos filhos em idades pré-escolares, tendo por base quatro escalas de análise, a saber, dedicação aos filhos, interacção com os filhos,percepção das suas necessidades infantis e valores. Ao longo da análise, foram detectadas “diferenças significativas” entre os 60 casais participantes. Para novas pesquisas, os autores do trabalho dão novas indicações e sugerem outras estratégias de intervenção. O segundo artigo, assinado por Dorian Mónica Arpini e Alberto Manuel Quintana, estuda os métodos que as autoridades brasileiras utilizam para conter a violência dos “adolescentes em situação de rua” com idades entre os 12 e os 18 anos. Concluem que não é pela “punição e repressão”, mas pela “protecção”, que os adolescentes se tornam menos violentos.
3. No último grupo, publicam-se outros cinco artigos mais de índole teórica e sobre assuntos variados: a interacção trabalho e família, as operações elementares de adição e subtracção, o problema da vinculação aos pais, as práticas educativas na sobredotação, e finalmente a beleza numa perspectiva filosófico-psicológica. O primeiro artigo, assinado por Sara Isabel Ferreira e outras, aborda o tema do trabalho e família, interrogando-se se devem ser consideradas como “esferas necessariamente divergentes ou potencialmente convergentes”. É um tema candente num mundo moderno, complexo e urgente. Dadas as mudanças sócio-económicas das últimas décadas, o binómio trabalho-família mudou o modo de pensar a vida familiar e de gerir a carreira profissional do agregado familiar. As autoras do estudo propõem que o conflito trabalho e família se resolva “numa perspectiva de convergência”. O segundo artigo, da autoria de Maria da Conceição Rodrigues Ferreira, estuda a importância e urgência da criança se familiarizar com os conceitos mais importantes da Matemática, como a adição e subtracção, mesmo antes dela ingressar no primeiro ciclo do ensino básico. O pensamento matemático começa a formar-se já nos primeiros anos de vida da criança. Não se trata de violentar a criança, mas de despertar nela capacidades que lhe estejam subjacentes e que ela deve desenvolver antes de iniciar a aprendizagem formal. O terceiro artigo, da autoria de Teresa Sousa Machado, aborda um tema importante, para que “o desenvolvimento integral de um ser humano prossiga harmoniosamente”. A relação afectiva que começa no seio materno, não pode ser interrompida, mas antes, deve ser estável e continuada durante a sua infância. A carência de cuidados maternos nesta fase da sua vida afecta negativamente o seu desenvolvimento. Os autores do quarto artigo, Ana P. Antunes e Leandro S. Almeida, abordam o tema dos “alunos sobredotados” e propõem que, numa escola inclusiva, haja práticas educativas diferenciadas com currículos próprios e estratégias complementares para esses alunos, “destacando que importa sensibilizar e formar os agentes educativos face à problemática da sobredotação”. Todavia não convém formar jovens que, em termos culturais e científicos, sejam altamente desenvolvidos, mas desadequados da realidade humana. O quinto artigo, assinado por José H. Barros-Oliveira, faz uma abordagem históricofilosófica do tópico da beleza e do belo a partir da Psicologia Positiva.
“Termina propondo a criação de uma “educação filocálica”.
Queremos, ainda, salientar os três artigos provindos do Brasil, país irmão. Sentimo-nos honrados com o interesse dos autores brasileiros em publicar os seus trabalhos na nossa revista. Com agrado, ficamos à espera de outras publicações.
4. Ao encerrar este número da revista Psicologia, Educação e Cultura, fazemos a recensão de duas obras publicadas por dois cofundadores e colaboradores assíduos desta revista. Também nos sentimos no dever de apresentar, embora sucintamente, uma memória biográfica do professor Francisco de Castro Carneiro, falecido a 02/04/2008. Foi Professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade do Porto (1977-2003) e fez parte dos fundadores desta revista.
Por último, registamos, com agrado, o facto da nossa revista ter sido indexada na LATINDEX, um índice para os países latinos da Europa e América. É mais um êxito a juntar à indexação na APA.
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PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DO TELESTUDENTS-SRL. IMPLICAÇÕES NAS PERCEPÇÕES DOS ALUNOS |
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Paula Costa Ferreira
Ana Margarida Veiga Simão
Adelina Lopes da Silva
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa, Portugal
Aristides Isidoro Ferreira
Instituto de Educação e Psicologia, Universidade do Minho, Portugal
Fátima Duarte
Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa, Portugal |
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