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Rubrica
Um Livro por Semana

 

 

 

 

 


Loucura


Nome: Loucura
Autor: Mário de Sá-Carneiro
Editora: estante editora
Modo/género literário: Narrativo/Novela

Mário de Sá-Carneiro narra a história da vida do seu amigo e explica as razões que o conduziram à loucura do suicídio.

Raul era diferente de todos os outros. Mostrava ideias loucas e, por vezes, sinistras, mas, aos olhos de Sá-Carneiro, Raul era apenas um grande artista, um excelente rapaz que mostrava também uma incompreensível criatura presa em si.

Num baile ao qual veio a acompanhar o seu amigo, conheceu o grande amor da sua vida, a Marcela, com quem veio a casar e encontrar a felicidade na qual não acreditava. Marcela era tudo o que um homem precisava e o que uma mulher invejava. Tinha um corpo alto e esguio, contornado pelas suas belas curvas. Raul orgulhava-se de a ter ao seu lado e de poder dizer que ela era apenas, e só, dele. Eles amavam-se não como dois esposos que eram, mas como dois amantes. A liberdade da paixão era o principal para serem felizes. Entregavam-se um ao outro de tal maneira que era raro o pedaço de carne que não era beijado.

Após o seu casamento, Raul não demonstrava a sua insensatez, parecia diferente e calmo, mas a sua loucura veio a dar sinais passado pouco tempo. O mesmo chegou a atraiçoar o seu maior amor. Marcela veio a descobrir da traição do marido e, desde esse momento, passou a desconfiar deste, dos seus sentimentos por ela, da sua paixão por ela, até ao dia que voltou a acreditar nele. Mesmo que Marcela afirmasse acreditar no amor que Raul dizia sentir por ela, este prometeu-lhe dar uma prova do seu amor.

Depois, o sentimento de culpa por não conseguir provar realmente o seu amor e a ideia de envelhecer andou a perturbar-lhe a cabeça, até encontrar uma solução para o problema. Raul achava que um homem só amava uma mulher por esta ser bonita, pela sua aparência e que ninguém amava uma mulher feia, de um corpo de carne mole e envelhecida. Então, ele quis provar a Marcela que, mesmo que ela fosse feia, ele continuaria a amá-la. O seu amor por ela era um sentimento tão forte e puro que era capaz de a amar mesmo sendo horrível. Para provar o seu amor, este tomou uma decisão louca, tentando queimar o belo rosto de Marcela. Ainda que desesperada, Marcela conseguiu escapar da insanidade de Raul e esquivar-se. Deste modo, enterrado na própria escuridão, Raul acaba por se suicidar.

Portanto, amar mais que um simples corpo, uma aparência era sem dúvida a maior prova de amor. Amar da maneira que o Raul queria amar era uma loucura. A sua prova de amor foi quase perfeita, não fosse a loucura estragar tudo.



Sugestão de leitura da aluna Ana Catarina Vieira Barbosa, do 10.º H2

  
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